sexta-feira, 8 de julho de 2011

Oficina de Texto : Exercício de Escrita Criativa


Erros Fatais

Deixou a faca sobre a mesa após a briga. Veio-lhe um imenso desespero, já que a discussão não era para terminar tragicamente. Wilson não contara com o avanço da namorada no momento em que preparava o jantar, sendo assim, num ato impensável, atingiu Alessandra com sua faca uma, duas, três vezes, deixando-a agonizando, à espera do fim de sua vida.
Os berros de Alessandra eram escutados por todos os vizinhos, que já haviam saído de suas casas apavorados. Wilson, ao ouvir as batidas em sua porta e vendo que era o seu irmão Flávio, abriu a porta, totalmente ensanguentado e desesperado, mostrou o corpo de sua falecida companheira.
Flávio ficou perplexo e perdeu as palavras. Da sua boca só saiu um grito rouco, sem muito sentido, já que o que ele propôs não resolveria o problema: - Foge!
Entretanto, dois policiais já estavam ouvindo os vizinhos na frente da casa e preparando-se para averiguarem o que estava ocorrendo, fazendo com que Wilson corresse para a porta dos fundos e pulasse o muro da sua residência. Ao atravessar a rua, Wilson foi pego de surpresa por um caminhão, encerrando na hora todo o seu desespero no momento em que os pneus do caminhão esmagaram o seu corpo.
Acionado pelo seu amigo que morava nos arredores, José, pai de Alessandra, equipou-se com uma faca de grande porte no quadril e chegou à casa de Wilson sem ser percebido. Ao entrar pela janela, antes dos policiais e ver Flávio ensanguentado, pelo contato com seu falecido irmão, e logo depois o corpo inerte num poço de sangue de sua filha, não hesitou em fazer justiça com as próprias mãos. Atingiu Flávio exatamente no pescoço, causando a morte imediata do irmão inocente.
José foi preso e cumpriu sua pena de 12 anos em regime fechado e 11 meses de trabalho comunitário pelo homícidio equivocado que cometou. Quanto a Wilson, assasinou o amor de sua vida por perder a cabeça num mero ataque de ciúmes. Talvez eles possam discutir a relação de uma forma mais civilizada em outro lugar. No além, quem sabe.

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